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NEDERLANDS


Holandês



Sou o Daniel e moro atualmente com meu parceiro no noroeste da Holanda.
Publiquei meu primeiro ano neste país, de março de 2005 á março de 2006 e nos primeiros posts eu conto a minha história. Maiores contatos comigo: danielads400@yahoo.com.br



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Sábado, Janeiro 14, 2006

2006. Chegou. As aulas voltaram, voltou tudo ao normal. Semana passada recebemos Camille e o namorado dela em casa e passamos uma horas agradáveis, batendo um papinho. Como eu já disse antes, estou com a cabeça totalmente voltada para os testes do NT2, nos próximos sexta e sábado. Deixei as unhas crescer só para roer durante a semana. Eu confesso. Adoro roer unhas. Faço isso há 20 anos, de manhã, de tarde e de noite e nunca me viciei. Mas tenho feito meu dever de casa direitinho. Vou prestar o programa 1 só por experiência e acho que tiro de letra. Tenho me forçado a ouvir holandês com mais atenção e está funcionando. Bem, boa sorte para mim.

Sem grandes novidades, o tempo não tem sido tão mal ultimamente. Tem chovido pouco ou quase nada. Nunca mais nevou. O sol está brilhando neste momento ( apesar do efeito ser nulo), mas pelo menos um pouco de luz nesta vida. Luz tem algo que ver com o humor das pessoas. Isto estudamos esta semana. Muito holandeses que tem a combinação tempo-dinheiro, viajam para algum país quente nesta época do ano. Os que não tem, podem se valer de clínicas « do sol », como as que existem em Zaandam, aonde os pacientes ficam expostos á uma luz equivalente á 2.500 velas. E saem de lá mais firmes para o inverno e lutar contra a tendência de ‘winterdepri’ ( depressão de inverno).

Eu fico só pensando em como somos ricos em luz solar no Brasil e não estamos nem aí pra isso. No entanto, tem muita gente rabugenta por lá também. Mas claro, rabugentice nào é depressão. Só agora que eu moro aqui é que eu vejo como o Brasil é rico em tantas coisas. Eu queria preparar um prato típico da Bahia em que se mistura camarão com ostras, mas ostra aqui na Holanda é os olhos da cara, é delicatesse, que nem caviar. Na Bahia se pode comer até enjoar. Não dá para se ter tudo na vida, né ? O negócio é ser feliz com o que se tem.

No mais, estou aqui há quase um ano, passei por todas as fases de um imigrante, sem pular nenhuma e ainda gosto daqui, principalmente desta cidadezinha. Não sei se gosto do frio ou não, mas gosto com certeza da paisagem totalmente mudada, as árvores sem folhas, não me enjôo nunca de olhar.



publicado por Daniel de Rooij- às 10:10 AM